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SAÚDE
Problemas Oculares na Infância
Como saber se um bebê aparenta problemas de visão ?
Com um mês de vida, o bebê pode fixar um objeto e segui-lo por alguns segundos. Nessa idade, a criança fixa os olhos da mãe e pode perceber o rosto humano. Por volta do terceiro mês, a criança já deve acompanhar o movimento dos objetos, e quando a fixação é interrompida, deve retomá-la sem dificuldades. Nessa idade, a criança começa a brincar com as mãos, como se estivesse descobrindo-as, mas na verdade, está conseguindo focaliza-las. Entre o quinto e o sexto mês de vida, começa a reparar em um novo objeto que entra em seu campo visual e procura sempre alcança-lo. Além desse comportamento visual, deve-se observar se a criança apresenta qualquer sinal que indique problemas na visão, como estrabismo (olho torto) ou fotofobia (sensibilidade á luz). Analisar o aspecto externo dos olhos também é necessário.a abertura das pálpebras deve ser igual em ambos os olhos; a conjuntiva, membrana que envolve a parte branca do olho, não deve estar vermelha ou irritada e não pode apresentar secreção; a córnea, camada transparente sobre a parte colorida (íris), deve ser totalmente negra e possuir o mesmo tamanho nos dois olhos.
Quando se deve fazer um exame oftalmo-pediátrico?
Qualquer alteração notada, seja na visão ou no aspecto exterior, deve ser comunicada ao pediatra ou oftalmologista. Mesmo que a criança tenha a visão borrada ou dupla, ou enxergue somente com um olho, ela dificilmente vai se queixar, porque não tem como comparar se está enxergando bem ou não. Em crianças maiores existem alguns dados que podem indicar se algo errado está acontecendo como: coceira excessiva nos olhos, dificuldades de leitura, piscamento freqüente, olho torto, sensibilidade exagerada á luz, olhos inflamados ou lacrimejantes e formação freqüente de terçol. A melhor maneira de se evitarem problemas sérios de visão é a prevenção. Toda criança deve ser submetida a exame oftalmológico no primeiro ano de vida, quando, apesar de raras as doenças nessa Fase, ainda são tratáveis; e um segundo exame oftalmológico até os 5 anos de idade, quando a criança está sendo preparada para a alfabetização.
Quais os problemas de visão mais freqüentes em crianças?
- Ambliopia ou “olho preguiçoso”: é uma deficiência visual, que pode ser severa, provocada pela falta de uso de um olho, que apesar de ter sua estrutura normal, a visão não se desenvolve. Pode ser causada por estrabismo, catarata, opacidades na córnea ou pálpebra caída, ou mais comumente, erros de refração (hipermetropia, miopia ou astigmatismo). A ambiliopia se trata com óculos, se necessário, e tampão no olho bom, para estimular o mais fraco. Quanto mais precoce o tratamento, melhores serão os resultados. A ambliopia afeta aproximadamente 4% da população de escolares. Se não tratada até os 7 anos de idade, poderá haver permanente redução e até perda da visão no olho afetado.
- Estrabismo ou “olho torto”: afeta 5% da população infantil e precisa ser tratado precocemente.
- Erros de refração: miopia é a dificuldade em enxergar de longe e deve ser sempre corrigida, principalmente na idade escolar; hipermetropia é a dificuldade na visão de perto, e, igualmente, requer o uso de óculos quando o paciente apresenta sintomas, ou está associada a estrabismo. A hipermetropia muitas vezes está associada ao Astigmatismo, no qual a imagem é necessário ser corrigido pois frequentemente gera dores de cabeça e/ou baixa visão.
Como é feito o exame oftalmológico em crianças?
É um exame diferente do adulto, pois é necessária cooperação da criança, e para isto o médico deve ter habilidade em cativá-la e obter sua atenção. A primeira parte do exame consiste em avaliar a acuidade visual, com o uso de figuras ou símbolos facilmente identificáveis pela criança. Nas menores, que ainda não falam, a acuidade é estimada pelo modo que ela fixa e segue pequenos objetos ou brinquedos, enquanto são movidos no sentido horizontal e vertical. A seguir, é feito o exame das pupilas, as quais devem se contrair com a luz e o exame para se detectar a presença de estrabismo. Após essa avaliação, são usados colírios para dilatar a pupila, a fim de se verificar se existem erros de refração e de se determinar as estruturas mais internas.
fonte : AAPOS(Academia Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo) / SBOP(Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica) - folheto Clinica de Olhos Dr Moacir Cunha(fone:(0xx11-55350906)
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Erros refracionais
O que são?
Ao contrário do que muitos acreditam, toda criança pode ser examinada em qualquer idade, não existindo uma idade mínima para o exame ocular. O primeiro exame deve ser realizado já na maternidade. Quando a criança não apresenta nenhuma alteração visível, deve-se realizar a segunda avaliação entre 2 e 3 anos de idade, seguindo com revisões a cada 2 anos até a adolescência, pois a criança não tem maturidade para Informar alterações visuais que possa apresentar. No exame de rotina das crianças é adequado realizar a dilatação da pupila para saber se o grau está dentro do normal para a idade.
Os erros refracionais (graus) mais comuns nas crianças são:
-hipermetropia (dificuldade para longe e principalmente para perto): O normal na infância é a criança ser hipermétrope, porém que mudam conforme a Idade da criança. Até certo nível de hipermetropia (geralmente 2 a 3 graus, mas existe variação com a idade), não é necessário o uso de óculos pois a criança tem a capacidade para corrigir este “erro refrativo” estimulando sua acomodação, conseguindo assim, ficar com a visão nítida para longe e perto. Quando a hipermetropia é maior do que seria o normal para a idade pode surgir uma dificuldade para compensar (total ou parcial), e como conseqüência gerar baixa visão para longe e perto, desvio ocular (estrabismo) e dores de cabeça.
-Miopia (dificuldade para longe): Ocorre normalmente na idade escolar, podendo, porém aparecer mais precocemente. A criança tem dificuldade para ver a lousa ou a televisão, mas apresenta visão normal para perto, sem problemas para ler ou usar o computador. quase todas as crianças míopes vão necessitar usar óculos. O grau frequentemente aumenta até a idade adulta, não existindo tratamentos eficazes para evitar ou diminuir essa progressão. Entretanto é recomendável evitar esforço excessivo e contínuo para perto, como ler com baixa luminosidade, ficar horas seguidas ao computador ou jogos eletrônicos, sem descanso na acomodação (recomenda-se relaxar do trabalho contínuo para perto pelo menos a cada hora, por alguns minutos pelo menos). Crianças que nasceram prematuras e com familiares orientais têm maior tendência a serem míopes.
- Astigmatismo : É uma irregularidade na córnea que pode distorcer a visão de longe e de perto. Pode estar presente em qualquer idade, e nem sempre é obrigatório o uso de óculos, pois diferentemente da miopia, o astigmatismo não causa uma baixa tão grande da visão se for menor que 2 graus. A evolução do astigmatismo é variável, dependendo muito de fatores genéticos e ambientais. Pode aumentar, permanecer estável e ás vezes até regredir com o tempo.
- Anisometropia : É uma diferença significativa de grau entre um olho e outro. Quando isso acontece, a visão de um dos olhos pode não desenvolver (ambliopia ou olho preguiçoso), sendo necessário usar óculos e eventualmente oclusão (tampão). A diferença de grau entre os olhos tende a permanecer a mesma até a idade adulta.pode haver alteração no grau de cada olho isoladamente.
fonte : AAPOS(Academia Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo) / SBOP(Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica) - folheto Clinica de Olhos Dr Moacir Cunha(fone:(0xx11-55350906) *************************************************************************************************
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