A criação de receitas nutritivas e variadas devem ser estimuladas, reduzindo-se as quantidades
de gordura, açúcar e sal nessas preparações visando a ofertar melhores hábitos alimentares. As
cantinas devem oferecer uma alimentação diversificada como, sanduíches natural com
verduras e hortaliças, sucos de fruta ao invés de refrigerante, a própria fruta, iogurte natural,
cereais, estabelecer horários, favorecer alimentos em temperaturas adequadas e higienizados e
proporcionar um local tranquilo, organizado, limpo e agradável.
Quando a criança recusar algum alimento não deve ser forçada a comer, e nem utilizar a
comida como forma de recompensa. Quando os doces e as sobremesas são usados com esse
fim, inconscientemente estar mostrando que a comida é uma forma de aumentar a autoestima.
Frase como: Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa. O correto é propor uma
alimentação atrativa e variada para que tenha a oportunidade de experimentar os mais
diferenciados alimentos, desde que estes forneçam os nutrientes necessários para um bom
desenvolvimento físico e intelectual. O profissional que acompanhará as crianças no lanche
ou almoço deve estar atento à qualidade da alimentação, incentivando-as e ensinando-lhes
boas maneiras.
A alimentação de todos os indivíduos deve obedecer a algumas preocupações com a saúde e
com as atividades físicas. Deve-se observar, também, a qualidade e a quantidade dos
alimentos nas refeições e, além disso, a harmonia entre eles e a sua adequação nutricional.
Uma alimentação que não cumpra esses quesitos pode resultar, por exemplo, em aumento de
peso, deficiências de vitaminas e minerais, pode provocar crescimento inadequado e fraco
desempenho escolar.
Os alimentos devem ser variados dentro de cada grupo (energéticos, construtores e
reguladores).
Grupo alimentar
Energéticos - Fornecer energia (Kcal) ao organismo para realização de atividades, como:
andar, respirar fazer a digestão, correr, brincar, executar movimentos cardíacos. Nutriente
– carboidratos e lipídios. Ex.: Cereais, pães, óleos, batatas, massas, mandioca, açúcares,
azeite castanhas, margarina, manteiga, biscoitos, gorduras, doces em geral.
Construtores - Fornecer material para a construção e reparo dos tecidos do organismo.
Nutriente – proteínas. Ex.: Leites e derivados, carnes, ovos, aves, peixes, castanhas.
Reguladores - Regular todas as funções do organismo, como: pressão arterial, defesa do
organismo funcionamento do intestino e glândulas. Nutriente - Vitaminas, Minerais,
Água, Fibras. Ex.: Leite e derivados, vegetais, legumes, frutas.
· Os Dez Passos para a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas
1º passo – A escola deve definir estratégias, em conjunto com a comunidade escolar,
para favorecer escolhas saudáveis.
2° Passo – Reforçar a abordagem da promoção da saúde e da alimentação saudável nas
atividades curriculares da escola.
3° Passo – Desenvolver estratégias de informação às famílias dos alunos para a
promoção da alimentação saudável no ambiente escolar, enfatizando sua coresponsabilidade
e a importância de sua participação neste processo.
4° Passo – Sensibilizar e capacitar os profissionais envolvidos com alimentação na escola
para produzir e oferecer alimentos mais saudáveis, adequando os locais de produção e
fornecimento de refeições às boas práticas para serviços de alimentação e garantindo a
oferta de água potável.
5° Passo – Restringir a oferta, a promoção comercial e a venda de alimentos ricos em
gorduras, açúcares e sal.
6° Passo – Desenvolver opções de alimentos e refeições saudáveis na escola.
7° Passo – Aumentar a oferta e promover o consumo de frutas, legumes e verduras, com
ênfase nos alimentos regionais.
8º Passo - Auxiliar os serviços de alimentação da escola na divulgação de opções
saudáveis por meio de estratégias que estimulem essas escolhas.
9° Passo – Divulgar a experiência da alimentação saudável para outras escolas, trocando
informações e vivências.
10° Passo – Desenvolver um programa contínuo de promoção de hábitos alimentares
saudáveis, considerando o monitoramento do estado nutricional dos escolares, com
ênfase em ações de diagnóstico, prevenção e controle dos distúrbios nutricionais.
Fonte: Ministério da Saúde, 2007
A educação pré-escolar vai mais além dos aspectos relacionados à instrução, como a
construção de um conjunto de valores, normas e atitudes que permitem à criança conviver
bem em seus anos futuros. Para isso, é necessário que a família e a escola interajam através da
comunicação e relações de confiança mútua e compreensão, pois trabalhando juntos para os
cuidados com as crianças, não apenas incentivam o seu desenvolvimento como também
engrandecem suas próprias vidas e contribuem com a valorização da comunidade,
colaborando no sentido de uma educação para uma alimentação saudável.
Alcançar uma alimentação saudável para a maioria das crianças deve ser um componente
essencial da estratégia global para assegurar a segurança alimentar de uma população e
promover uma conscientização e construção de hábitos relativos à alimentação saudável, para
se ter uma melhor qualidade de vida, tanto na escola quanto no âmbito familiar. Embora seja
atribuição dos profissionais de saúde (equipe multidisciplinar) a sua promoção e das mães a
sua execução, o sucesso final da ação depende também da definição de políticas
governamentais adequadas e da participação e apoio de toda a sociedade civil.
Deve-se dar atenção à prevenção com desenvolvimento de estratégias preventivas para todas
as idades. De qualquer forma a prevenção deveria começar na infância com o propósito de se
ter hábitos alimentares saudáveis por toda a vida.
Referências Bibliográficas:
Berlese D.; Terra C.; Haeffner L. S. Algumas características dos adolescentes obesos em
tratamento no HUSM - Hospital de la Universidad Federal de Santa Maria. Revista
Digital - Buenos Aires. ano 12. n° 108. Maio de 2007.
Cano M.A.T.; Pereira C. H. C.; Silva C. C. C.; Pimenta J. N.; Maranha P. S. Estudo do
estado nutricional de crianças na idade escolar na cidade de Franca-SP: Uma
Introdução ao Problema. Revista eletrônica de Enfermagem. vol.07. n. 2. p. 179 – 184.
2005.
Lopes R. S.; Bernardes A.C. Aprendendo a se alimentar, a partir do café da manhã, nos
terceiros e quartos anos do ensino fundamental, por intermédio de brincadeiras. XI
Encontro Latino Americano de Indicação Científica e VII Encontro Latino Americano de Pós
graduação – Universidade do vale do Paraíba. São José dos Campos-SP. 2008.
Luiz A. M. A. G.; Gorayeb R.; Júnior R. D. R. L.; Domingos N. A. M. Depressão, ansiedade e
competência social em crianças obesas. Estudos de Psicologia. São Paulo. vol.10. n.1. p. 35-
39. 2005.