nutrição
                                                        

Hábitos alimentares de crianças e adolescentes:
O papel da família e da escola

Michele Oliveira de Lima - Especialista em Obesidade e Emagrecimento
                                                                                                                                                                              continuação

A criação de receitas nutritivas e variadas devem ser estimuladas, reduzindo-se as quantidades

de gordura, açúcar e sal nessas preparações visando a ofertar melhores hábitos alimentares. As

cantinas devem oferecer uma alimentação diversificada como, sanduíches natural com

verduras e hortaliças, sucos de fruta ao invés de refrigerante, a própria fruta, iogurte natural,

cereais, estabelecer horários, favorecer alimentos em temperaturas adequadas e higienizados e

proporcionar um local tranquilo, organizado, limpo e agradável.

Quando a criança recusar algum alimento não deve ser forçada a comer, e nem utilizar a

comida como forma de recompensa. Quando os doces e as sobremesas são usados com esse

fim, inconscientemente estar mostrando que a comida é uma forma de aumentar a autoestima.

Frase como: Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa. O correto é propor uma

alimentação atrativa e variada para que tenha a oportunidade de experimentar os mais

diferenciados alimentos, desde que estes forneçam os nutrientes necessários para um bom

desenvolvimento físico e intelectual. O profissional que acompanhará as crianças no lanche

ou almoço deve estar atento à qualidade da alimentação, incentivando-as e ensinando-lhes

boas maneiras.

A alimentação de todos os indivíduos deve obedecer a algumas preocupações com a saúde e

com as atividades físicas. Deve-se observar, também, a qualidade e a quantidade dos

alimentos nas refeições e, além disso, a harmonia entre eles e a sua adequação nutricional.

Uma alimentação que não cumpra esses quesitos pode resultar, por exemplo, em aumento de

peso, deficiências de vitaminas e minerais, pode provocar crescimento inadequado e fraco

desempenho escolar.

Os alimentos devem ser variados dentro de cada grupo (energéticos, construtores e

reguladores).


Grupo alimentar

Energéticos - Fornecer energia (Kcal) ao organismo para realização de atividades, como:

andar, respirar fazer a digestão, correr, brincar, executar movimentos cardíacos. Nutriente

– carboidratos e lipídios. Ex.: Cereais, pães, óleos, batatas, massas, mandioca, açúcares,

azeite castanhas, margarina, manteiga, biscoitos, gorduras, doces em geral.

Construtores - Fornecer material para a construção e reparo dos tecidos do organismo.

Nutriente – proteínas. Ex.: Leites e derivados, carnes, ovos, aves, peixes, castanhas.

Reguladores - Regular todas as funções do organismo, como: pressão arterial, defesa do

organismo funcionamento do intestino e glândulas. Nutriente - Vitaminas, Minerais,

Água, Fibras. Ex.: Leite e derivados, vegetais, legumes, frutas.


· Os Dez Passos para a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas

1º passo – A escola deve definir estratégias, em conjunto com a comunidade escolar,

para favorecer escolhas saudáveis.

2° Passo – Reforçar a abordagem da promoção da saúde e da alimentação saudável nas

atividades curriculares da escola.

3° Passo – Desenvolver estratégias de informação às famílias dos alunos para a

promoção da alimentação saudável no ambiente escolar, enfatizando sua coresponsabilidade

e a importância de sua participação neste processo.

4° Passo – Sensibilizar e capacitar os profissionais envolvidos com alimentação na escola

para produzir e oferecer alimentos mais saudáveis, adequando os locais de produção e

fornecimento de refeições às boas práticas para serviços de alimentação e garantindo a

oferta de água potável.

5° Passo – Restringir a oferta, a promoção comercial e a venda de alimentos ricos em

gorduras, açúcares e sal.

6° Passo – Desenvolver opções de alimentos e refeições saudáveis na escola.

7° Passo – Aumentar a oferta e promover o consumo de frutas, legumes e verduras, com

ênfase nos alimentos regionais.

8º Passo - Auxiliar os serviços de alimentação da escola na divulgação de opções

saudáveis por meio de estratégias que estimulem essas escolhas.

9° Passo – Divulgar a experiência da alimentação saudável para outras escolas, trocando

informações e vivências.

10° Passo – Desenvolver um programa contínuo de promoção de hábitos alimentares

saudáveis, considerando o monitoramento do estado nutricional dos escolares, com

ênfase em ações de diagnóstico, prevenção e controle dos distúrbios nutricionais.

Fonte: Ministério da Saúde, 2007

A educação pré-escolar vai mais além dos aspectos relacionados à instrução, como a

construção de um conjunto de valores, normas e atitudes que permitem à criança conviver

bem em seus anos futuros. Para isso, é necessário que a família e a escola interajam através da

comunicação e relações de confiança mútua e compreensão, pois trabalhando juntos para os

cuidados com as crianças, não apenas incentivam o seu desenvolvimento como também

engrandecem suas próprias vidas e contribuem com a valorização da comunidade,

colaborando no sentido de uma educação para uma alimentação saudável.

Alcançar uma alimentação saudável para a maioria das crianças deve ser um componente

essencial da estratégia global para assegurar a segurança alimentar de uma população e

promover uma conscientização e construção de hábitos relativos à alimentação saudável, para

se ter uma melhor qualidade de vida, tanto na escola quanto no âmbito familiar. Embora seja

atribuição dos profissionais de saúde (equipe multidisciplinar) a sua promoção e das mães a

sua execução, o sucesso final da ação depende também da definição de políticas

governamentais adequadas e da participação e apoio de toda a sociedade civil.

Deve-se dar atenção à prevenção com desenvolvimento de estratégias preventivas para todas

as idades. De qualquer forma a prevenção deveria começar na infância com o propósito de se

ter hábitos alimentares saudáveis por toda a vida.

Referências Bibliográficas:

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tratamento no HUSM - Hospital de la Universidad Federal de Santa Maria. Revista

Digital - Buenos Aires. ano 12. n° 108. Maio de 2007.

Cano M.A.T.; Pereira C. H. C.; Silva C. C. C.; Pimenta J. N.; Maranha P. S. Estudo do

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Lopes R. S.; Bernardes A.C. Aprendendo a se alimentar, a partir do café da manhã, nos

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