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Epilepsia
Embora a epilepsia seja conhecida desde a antigüidade, ainda há a necessidade de um maior aprofundamento sobre os diferentes tipos de crises, desde sua evolução até a resposta ao tratamento. A epilepsia é relativamente freqüente, uma vez que acontece de uma a duas pessoas em cada grupo de 100 indivíduos. É muito comum se reconhecer sua manifestação apenas quando ocorre a perda de consciência acompanhada de abalos musculares generalizados, liberação de urina e satisfação excessiva. No entanto, há várias outras formas de manifestação clínica.
Crises
Sem o uso de medicamentos sob assistência de um médico, não há medidas que ajudem a abreviar a duração de uma crise epilética. Durante essa ocorrência deve-se voltar a cabeça da pessoa para o lado e, se possível, sobre algo macio – como um travesseiro, por exemplo. Isso ajuda a evitar a aspiração de alimentos (caso ocorra vômito) e para tentar proteger contra traumatismos na cabeça. Não é necessário colocar objetos na boca para evitar que a língua seja mordida pois nesse tipo de crise ela continua em sua posição normal. Com relação à obstrução das vias respiratórias, o que ocorre é que o indivíduo pára de respirar por alguns por alguns segundos em razão da intensa descarga elétrica cerebral, própria da crise convulsiva. Isso leva à diminuição da oxigenação sanguínea e, por isso, a pele da face e das extremidades do corpo e a mucosa da boca podem apresentar uma coloração mais azulada.Com relação à obstrução das vias respiratórias, o que ocorre é que o indivíduo pára de respirar por alguns por alguns segundos em razão da intensa descarga elétrica cerebral, própria da crise convulsiva. Isso leva à diminuição da oxigenação sanguínea e, por isso, a pele da face e das extremidades do corpo e a mucosa da boca podem apresentar uma coloração mais azulada. Causas
Elas variam conforme a idade e podem ser relacionadas a:
- fatores genéticos; - lesões cerebrais adquiridas por ocasião do nascimento; - malformações ou doenças degenerativas do cérebro; - doenças infecciosas e parasitárias; - fatores tóxicos; - traumatismos cranianos; - distúrbios vasculares, metabólicos e nutricionais que agridam o cérebro.
Diagnóstico
O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo das crises ou inclusive, durante uma ocorrência. Para aumentar a sensibilidade, o exame deve ser realizado com o indivíduo em vigília (acordado), em período de sonolência e durante o sono. Além disso, há uma fase de hiperventilação – respiração profunda por 3 ou 5 minutos – e outra de fotoestimulação, na qual o cliente é estimulado com uma luz intermitente. Essas fases são necessárias porque algumas pessoas só apresentam crises em determinados períodos do dia – durante o sono ou ao despertar – ou quando são submetidas a estímulos luminosos – como luz estroboscópica, televisão, videogame e computadores. O EEG auxilia o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de exames complementares para o diagnóstico correto, como, por exemplo, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética do encéfalo, o exame do líquor (líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal) e alguns exames de sangue.
Tratamento
Cerca de metade das epilepsias que ocorrem na infância são benignas, ou seja, as crises surgem alguns meses ou anos e desaparecem com a maturidade cerebral. Por outro lado, 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controlada com os medicamentos antiepilépticos. Portanto, o primeiro passo para o controle das crises é o uso correto dessas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto aos horários em que devem ser tomadas. Para aqueles 30% restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem às descargas elétricas que causam a crise. Em determinadas situações o médico pode recomendar a mudança no padrão alimentar, que pode levar a uma alteração no metabolismo do paciente, favorecendo o controle das crises.
Dosagem do medicamento
É importante dosar regularmente a concentração do medicamento no sangue porque, de modo geral, os anticonvulsivantes (ou antiepiléticos) possuem uma concentração que é segura para o paciente mas que, ao mesmo tempo, está muito próxima daquela considerada tóxica. A metabolização do medicamento varia de indivíduo para indivíduo. Além disso, cada medicação tem sua própria dinâmica de eliminação do organismo e, se usadas em associação, uma acaba interferindo na concentração da outra. A epilepsia é hereditária?
Os filhos das pessoas com crises epilépticas têm um risco relativamente pequeno de possuírem a doença. Para a população em geral, o risco de ter epilepsia é de 1%. Se um dos pais apresentar a doença, esse risco aumenta para 2% a 4%. Porém, se os dois tiverem crises, o risco pode chegar a 30%. Já para irmãos gêmeos, quando um deles tem crises epilépticas, o risco para o outro é de 10% a 20% (se forem não-idênticos) e de 80% (se forem idênticos).
Matéria extraída do folheto: Conhecimento é a melhor prevenção (Fleury Medicina e Saúde)
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