Câncer de Mama

O Câncer de Mama tem cura quando detectado precocemente. Por essa razão, toda mulher deve iniciar a prevenção a partir dos 40 anos, realizando anualmente a mamografia, que é a técnica mais eficiente para diagnosticar esse tipo de câncer no estágio inicial.

Os principais fatores de risco são histórico de câncer de mama ou ovário na família (principalmente se em parentes em primeiro grau – mãe ou irmã), história pessoal prévia de câncer de mama, exposição prolongada aos estrogênios (início precoce da menstruação ou menopausa tardia, após os 52 anos) e o fato de a mulher nunca ter engravidado.

Mesmo não apresentando nenhum fator de risco, toda mulher pode desenvolver o câncer de mama e deve se prevenir a partir dos 40 anos de idade. Assim como outros tipos de câncer, o de mama também é uma doença fundamentalmente genética, que se origina de uma alteração celular.

Para se prevenir, toda mulher deve realizar mensalmente, após a menstruação, o auto-exame para verificar se não há nenhuma alteração visível ou palpável nas mamas. Além disso, as sociedades oncológicas recomendam exame clínico das mamas (consulta a um ginecologista) e mamografia anual a partir dos 40 anos.

Por Que uma mulher saudável deve se prevenir contra o câncer de mama?

Porque o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres e essa estatística vem aumentando em todo o mundo. Além disso, as causas da doença ainda não estão totalmente esclarecidas pela ciência, embora já se conheçam alguns fatores de risco.
 
Mamografia

É um exame bastante seguro que utiliza baixa incidência de raios X, formando uma imagem radiográfica das mamas. Por meio dessa imagem o médico consegue identificar pequenos nódulos (caroços), microcalcificações e outras lesões suspeitas de malignidade.

Exixtem numerosos trabalhos que mostram redução do número de mortes por câncer de mama nas mulheres que realizaram mamografia de rotina a intervalos periódicos. Isso se deve à capacidade de detecção de tumores de tamanho reduzido detectados pelo método, que são descobertos antes de se tornarem clinicamente palpáveis e quando a doença é, geralmente, local. Isso possibilita tratamentos menos agressivos e alta probabilidade de cura.

A Técnica adequada para a mamografia exige posicionamento ideal e a maior compressão possível das mamas, que espalha os tecidos e permite que os nódulos não fiquem escondidos. Além disso, quanto maior a compressão, menor a radiação emitida para a paciente. Quando as mamas são bem comprimidas, algumas pacientes podem sentir maior desconforto e o teste pode causar vermelhidão nas mamas. Portanto, quem se encontra em idade fértil e tem mamas muito sensíveis deve marcar o exame após a menstruação, entre o 5º e o 10º dia do ciclo. Nessa fase, as glândulas mamárias contêm maior quantidade de gordura, sendo naturalmente menos sensíveis. As mulheres que não menstruam podem escolher qualquer dia para realizar o exame. Mulheres menopausadas podem escolher qualquer dia para realizar o exame. Mulheres menopausadas que fazem reposição hormonal podem apresentar sensibilidade durante a mamografia.

É importante salientar que, além da utilidade, a compressão não causa nenhum dano à mama. O câncer de mama é decorrente de fatores genéticos e hormonais, e não causado por traumas ou compressão. Portanto, a cooperação durante a mamografia é imprescindível para melhorar a qualidade do exame a que está se submetendo.

Por que trazer exames anteriores?

A Comparação com as mamografias anteriores permite a detecção de um número maior de lesões e a diminuição de radiografias complementares.

Quem tem prótese mamária pode fazer mamografia?

Sim, com a mesma freqüência das mulheres que não possuem prótese. A mulher com prótese deve informar isso à técnica e será submetida a um maior número de radiografias para avaliar o tecido mamário e as próteses. A chance de ruptura das próteses durante a mamografia é muito baixo, mas pode ocorrer naquelas muito antigas.

Por que a mamografia deve ser realizada uma vez por ano?

Para que os eventuais tumores detectados entre um exame e outro sejam ainda de pequenas dimensões. Alguns tumores de mama crescem muito rapidamente, principalmente nas mulheres em pré-menopausa (geralmente, até os 50 anos), fazendo com que seja importante a periodicidade anual da mamografia. Após a menopausa, os tumores crescem mais devagar e a mamografia poderia ser realizada até de dois em dois anos, a não ser que haja maior risco para a doença ou a mulher esteja em vigência de reposição hormonal.

Alternativas para detecção precoce

A mamografia é, atualmente, o melhor exame de imagem para detecção precoce do câncer da mama, mas, como qualquer método, tem suas limitações. Nas mulheres com mamas muito densas ao RX (aquelas que apresentam mamas muito glandulares – isso é uma variação anatômica e não uma doença), a sensibilidade da mamografia pode ser um pouco menor, podendo ser indicados outros exames complementares ao estudo mamográfico, principalmente a ultra-sonografia, já que os dois métodos realizados conjuntamente têm sensibilidade para detecção do câncer em torno de 91 a 95%. É importante lembrar que a ultra-sonografia não detecta, em geral, microcalcificações, que são um sinal importante para câncer de mama, sendo, por isso, um exame complementar à mamografia, em mulheres assintomáticas. A ultra-sonografia pode também ser usada na investigação de 35 anos. Outro exame, a ressonância magnética, é especialmente indicado para a avaliação em mulheres que têm próteses mamárias. A biópsia e a punção aspirativa de lesões encontradas nos exames de mamografia ou ultra-sonografia também podem auxiliar na decisão da conduta médica, pois, muitas vezes, podem definir o tipo de lesão quanto à benignidade ou malignidade. Esses procedimentos podem ser feitos sob orientação da ultra-sonografia ou da mamografia, sob anestesia local, com pouco incômodo à mulher.

  

Matéria extraída do folheto:
Conhecimento é a melhor prevenção
(Fleury Medicina e Saúde)
 

*************************************************************************************************